A Comunidade Kalunga do Mimoso, localizada no município de Arraias, no sudeste do Tocantins, preserva uma das mais importantes tradições quilombolas do Estado. A riqueza histórica e cultural do território, no entanto, contrasta com a precariedade de serviços públicos essenciais e com dificuldades que ainda fazem parte da rotina das famílias.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Associação Kalunga do Mimoso do Tocantins (AKMT), referentes a 2025, apontam que a comunidade reúne aproximadamente 350 famílias, totalizando cerca de 1.050 moradores. O território é formado por 12 núcleos: Matas, Santa Rita, Mimoso, Santa Tereza, Boqueirão, Albinos, Porcos, Ponta da Ilha, Bêta, Beira Rio, Aparecida e Maroto.
Espalhados por uma extensa área rural, esses núcleos convivem com limitações de infraestrutura que dificultam o acesso a serviços públicos e restringem o desenvolvimento da comunidade. A distância entre as localidades e os centros urbanos amplia os desafios enfrentados diariamente pelos moradores.
Nesse contexto, as principais reivindicações envolvem o abastecimento regular de água, a recuperação das estradas, a melhoria das travessias por balsas, a ampliação da assistência básica à saúde e políticas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar.
Em diversas áreas do território, a escassez de água compromete até mesmo as necessidades básicas das famílias. As condições das estradas e das travessias também dificultam o deslocamento dos moradores, o transporte escolar, o acesso aos serviços públicos e o escoamento da produção agrícola.
Quanto à agricultura familiar como fonte de renda, a grande parte da comunidade enfrenta desafios que vão além da infraestrutura. Além disso, a falta de assistência técnica, de capacitação e de políticas de incentivo limita a produtividade e reduz as oportunidades de geração de renda para quem vive da terra.
A área da saúde também está entre as principais demandas. A ausência de postos de atendimento próximos obriga muitos moradores a percorrer longas distâncias para consultas, vacinação e outros procedimentos de atenção básica.
Pré-candidato a deputado estadual, César de Lavandeira afirma que essa realidade exige uma atuação mais efetiva do poder público. "Comunidade distante não pode ser esquecida. A voz do sudeste também é a voz de quem vive no Mimoso. Garantir água, melhorar as estradas, oferecer travessias seguras, ampliar o atendimento básico de saúde e fortalecer a agricultura familiar são medidas essenciais para que essas famílias tenham qualidade de vida e mais oportunidades", afirma.
Segundo César, preservar a identidade cultural da Comunidade Kalunga do Mimoso também significa assegurar condições para que seus moradores permaneçam no território com dignidade. "Valorizar essa comunidade passa pelo reconhecimento de sua história, mas também por investimentos que garantam desenvolvimento. Quem produz precisa de condições para gerar renda, quem vive ali precisa de acesso à saúde, à água e à infraestrutura. Esse compromisso deve fazer parte da agenda de desenvolvimento do sudeste do Tocantins", conclui.









