Em uma noite dedicada à escuta, à memória e ao futuro da cultura portuense, artistas, produtores, artesãos, gestores públicos, conselheiros e representantes da comunidade se reuniram, na terça-feira, 10 de junho, no Auditório da UFT, em Porto Nacional, para participar do Fórum Regional de Cultura. Realizado pelo Comitê de Cultura no Tocantins, em parceria com a Secretaria Municipal da Cultura, Turismo e Esporte, o encontro marcou um passo importante para fortalecer a participação social, colocar em funcionamento o Sistema Municipal de Cultura e construir, de forma coletiva, as diretrizes que devem orientar as políticas culturais do município na próxima década.
A atividade marcou um importante momento de escuta, diálogo e pactuação coletiva, reforçando a necessidade de que a cultura seja tratada como política pública permanente, planejada de forma democrática e construída com a participação direta da sociedade civil. Além dos artistas e técnicos, também estiveram presentes o prefeito de Porto Nacional, Ronivon Maciel, a vereadora Flaviane Windlin, da Comissão de Cultura da Câmara Municipal, e o presidente da Câmara Silvaney Rabelo.
Durante o Fórum, foram debatidos temas essenciais para a organização do setor cultural, como planejamento, financiamento, participação social, descentralização das ações, fortalecimento dos segmentos artísticos, valorização dos territórios, atuação dos conselhos, fundos municipais e mecanismos de acompanhamento das políticas públicas. A proposta do encontro foi ouvir as demandas dos fazedores de cultura de Porto Nacional e região, identificando prioridades e caminhos para que os investimentos, projetos e ações culturais cheguem de forma mais democrática aos bairros, distritos, comunidades tradicionais, juventudes, coletivos culturais, artistas independentes e demais agentes culturais.
A secretária municipal de Cultura de Porto Nacional, Joyce Lima, reforçou a importância da participação popular na definição dos rumos da cultura.“O Fórum Regional de Cultura de Porto Nacional foi um momento muito importante de encontro, escuta e construção coletiva. A cultura precisa ser pensada a partir de quem vive, produz e mantém viva a arte nos territórios. Quando artistas, gestores, coletivos e comunidade se reúnem para dialogar sobre políticas públicas, nós fortalecemos a democracia cultural e abrimos caminhos para uma gestão mais participativa, inclusiva e conectada com a realidade do povo”, destacou.
Para a diretora de comunicação do Comitê de Cultura no Tocantins, Bell Gama, o Comitê de Cultura no Tocantins tem atuado como instrumento de mobilização, articulação e formação junto aos municípios, incentivando a participação social e o fortalecimento das políticas culturais em diferentes regiões do Estado. “O Comitê tem esse papel de chegar junto, mobilizar, informar e apoiar os municípios na construção de políticas culturais mais estruturadas. Porto Nacional tem uma potência cultural imensa, com história, memória, artistas, grupos populares e manifestações tradicionais que precisam ser reconhecidas e valorizadas. Esse Fórum mostra que existe disposição para construir um futuro mais forte para a cultura portuense”, afirmou.
A presidenta do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Porto Nacional, Dayane Araújo Fernandes, destacou que o Fórum Regional de Cultura representa um avanço no fortalecimento da participação social e na construção coletiva das políticas públicas culturais do município. “Este encontro demonstra a importância de ouvir quem faz cultura diariamente. Artistas, produtores culturais, artesãos e toda a comunidade precisam estar envolvidos nas decisões que definem os caminhos da cultura. O Conselho tem o compromisso de ampliar esse diálogo, fortalecer a representação dos segmentos culturais e contribuir para uma política cultural cada vez mais democrática e participativa”, destacou Dayane Araújo Fernandes.
A presidenta também ressaltou a importância da efetivação do Sistema Municipal de Cultura e da necessidade do reconhecimento do Conselho, junto ao atual prefeito municipal, Ronivon Maciel, como espaço permanente de diálogo entre sociedade civil e poder público. “Quando construímos políticas culturais com participação e escuta, valorizamos nossa identidade, preservamos nossa memória e criamos novas oportunidades para os trabalhadores da cultura. O Fórum é mais um passo nessa construção coletiva”, afirmou.









