Diante da ameaça do crime de estelionato, mais conhecido como golpe do “falso advogado”, o deputado estadual, Eduardo Mantoan (PSDB), apresentou uma série de ações na Assembleia Legislativa do Tocantins para combater este tipo de fraude.
Entre as medidas propostas, o parlamentar solicitou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Combate ao Golpe do Falso Advogado, destinada a apurar os fatos, propor soluções e colaborar diretamente com as autoridades nas investigações. “Os criminosos vêm utilizando métodos cada vez mais sofisticados, como o uso indevido de logotipos de escritórios, imagens de advogados das redes sociais, dados reais de processos judiciais e até chamadas de vídeo, simulando reuniões profissionais para obter dados pessoais e bancários das vítimas. Não podemos permitir que esta prática continue atrapalhando a vida dos tocantinenses”, reforçou Mantoan.
De acordo com o requerimento, a CPI terá como principais objetivos: apurar as fraudes cometidas por pessoas que se passam por advogados, subsidiar a Aleto na apresentação de proposituras voltadas à prevenção do crime e elaborar uma agenda de medidas e ações a serem sugeridas ao Poder Judiciário, especialmente no que diz respeito ao acesso e à segurança do sistema eletrônico processual E-proc.
Além da criação da Comissão, Mantoan também apresentou requerimentos solicitando providências a outros órgãos do Estado.
Prejuízos aos clientes
Em julho de 2025, a Polícia Civil do Tocantins, por meio da Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), deflagrou a Operação Espada de Themis, que cumpriu mandados no Ceará e em Alagoas, após investigação iniciada em 2024 que apurou prejuízos superiores a R$ 150 mil causados por esse tipo de golpe.










