A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 63ª Delegacia de Polícia de Paraíso, concluiu inquérito policial que apurou a prática de furto contra um idoso de 76 anos, na cidade, e indiciou a sobrinha da vítima, uma mulher de iniciais L.F.S.M., de 37 anos, como autora do crime.
Conforme explica o delegado-chefe da 63ª DP, José Lucas Melo, a vítima teve seu cartão bancário subtraído e, posteriormente, foram realizados saques e compras com o objeto.
As investigações da Polícia Civil tiveram início após o idoso procurar a unidade policial e informar o desaparecimento do cartão bancário. Na ocasião, ele também relatou que havia sido comunicado pelo banco sobre a realização de compras em estabelecimentos comerciais de Paraíso utilizando o cartão.
O prejuízo ultrapassa R$ 1 mil. Durante oitiva na delegacia, a vítima relatou as circunstâncias dos fatos e confirmou que a sobrinha possuía histórico de problemas relacionados ao uso de drogas.
“A partir das investigações, a equipe da 63ª DP identificou uma mulher de 37 anos como autora do fato. O detalhe é que ela é sobrinha da vítima e havia visitado o tio dias antes”, frisou a autoridade policial.
Diante dos fatos, a mulher foi indiciada pela prática do crime de furto qualificado pelo abuso de confiança e, se condenada, pode cumprir pena de dois a oito anos de prisão. Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis.
O delegado José Lucas Melo ressalta que o caso serve de alerta para que idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade adotem cuidados e não permitam que terceiros, mesmo parentes sem relação de extrema confiança, tenham acesso a dados pessoais e cartões bancários com senhas, evitando prejuízos financeiros e emocionais.
“É de extrema importância que todas as pessoas, sobretudo as idosas ou em situação de vulnerabilidade, protejam seus objetos pessoais, como cartões bancários e dados sensíveis. Também é necessário atenção quanto às pessoas que têm acesso à residência e aos objetos pessoais, como forma de prevenir esse tipo de crime, que infelizmente tem ocorrido com frequência, muitas vezes praticado por familiares que se aproveitam da confiança para cometer delitos”, destacou o delegado.












