"Achei que meus filhos estariam melhor sem mim. Eu estava com raiva, incapaz de regular minhas emoções, sobrecarregada, exausta e vazia". A frase é um trecho do depoimento de Carla F. Souza, 29 anos, ela descreve uma condição que nem sempre é diagnosticada, o que torna o problema ainda mais doloroso e prejudicial. Felizmente, depois de quase um ano, Carla está bem melhor e reconhece que passou por uma depressão pós parto. A conscientização de que a maternidade real envolve nuances complexas, indo além da romantização, e exige políticas públicas de acolhimento
Sinais de alerta mais relatados:
Choro constante e angústia, irritabilidade ou raiva descontrolada, aversão ao bebê ou falta de vínculo, pensamentos trágicos e de suicídio
O Maio Furta-Cor reafirma que cuidar da saúde mental da mãe é cuidar da saúde de toda a família e da sociedade.
Veja por que a Campanha é Crucial:
Combate à Invisibilidade e Estigma: A cor "furta-cor" simboliza que a maternidade muda conforme o ângulo, escondendo exaustão sob uma fachada de força. A campanha visa dar voz ao que é silenciado, promovendo o acolhimento.
Dados Preocupantes: Estudos indicam que cerca de 10% das gestantes e 13% das puérperas enfrentam problemas de saúde mental, número que pode subir em populações de baixa renda.
Necessidade de Políticas Públicas: O movimento, iniciado em 2021, busca fomentar ações no SUS e em empresas que garantam suporte psicológico desde o pré-natal, passando pelo puerpério e todas as fases da maternidade.
Apoio na Maternidade Real: A iniciativa destaca a necessidade de cuidar da saúde emocional, garantindo que as mães não sejam apenas vistas como cuidadoras, mas também recebam cuidado e suporte.
Cuidado Integral: O foco inclui prevenção, acolhimento e escuta ativa, garantindo o bem-estar mental das mulheres para que vivam a maternidade com equilíbrio.









