Crianças expostas à fumaça do cigarro também sofrem os efeitos do tabagismo

Especialistas alertam para riscos de crises respiratórias, infecções e danos causados por ambientes com fumaça

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Não é necessário que uma pessoa seja fumante para sentir os efeitos nocivos do cigarro. A exposição à fumaça do cigarro em casa, no carro ou em outros ambientes fechados, conhecida como tabagismo passivo, pode trazer prejuízos importantes à saúde, principalmente das crianças.

De acordo com a pediatra Ana Mackartney, professora da Afya Palmas, crianças expostas à fumaça do cigarro têm maior risco de crises de asma, bronquite, pneumonia, otites, alergias respiratórias, tosse crônica, irritação das vias aéreas e internações por doenças respiratórias. Em bebês, a exposição também está associada ao aumento do risco da síndrome da morte súbita infantil.

“A exposição à fumaça do cigarro traz diversos prejuízos à saúde infantil. Crianças podem apresentar mais crises de asma, infecções respiratórias, otites, piora de alergias, tosse persistente e maior risco de internações. Por isso, ambientes frequentados por crianças devem ser totalmente livres de fumaça”, orienta a médica.

O alerta também é reforçado pelo dr. Danilo Martins, docente do curso de pós-graduação em pneumologista da Afya Educação Médica Palmas. Segundo ele, o fumo passivo oferece riscos mesmo para quem não fuma diretamente, principalmente quando a exposição ocorre em locais fechados e de forma frequente.

“As pessoas expostas ao tabagismo passivo em locais fechados apresentam risco de também desenvolver problemas respiratórios. O cigarro se comporta de forma silenciosa e, muitas vezes, quando os sintomas aparecem, a doença já está em uma fase mais avançada”, explica Danilo Sá.

A pediatra Ana Mackartney destaca ainda que fumar na janela, em outro cômodo ou quando a criança não está presente não elimina completamente os riscos. As partículas tóxicas podem permanecer nas roupas, nos cabelos, nos móveis, nos estofados e no ambiente, caracterizando o chamado tabagismo de terceira mão.

A recomendação é que casas, carros e espaços frequentados por crianças sejam livres de cigarro, vape e outros dispositivos eletrônicos para fumar. Além de evitar a exposição direta à fumaça, os especialistas orientam que familiares fumantes busquem apoio profissional para interromper o tabagismo e reduzir os riscos à própria saúde e à saúde das crianças.

Sobre a Afya

A Afya, maior hub de educação e tecnologia para a prática médica no Brasil, reúne 38 instituições de ensino superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de Medicina e 20 unidades que promovem pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de Medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, um a cada três médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq, em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 — Saúde e Bem-Estar. Mais informações em [http://www.afya.com.br](http://www.afya.com.br) e ir.afya.com.br