Eliana Castro defende políticas para ampliar autonomia econômica das mulheres no Tocantins

Ex-diretora técnica do Sebrae Tocantins, candidata a deputada federal pelo PSB propõe ampliar acesso ao crédito e criar condições para que mulheres conciliem trabalho, estudos, maternidade e empreendedorismo

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Maioria entre os eleitores do Tocantins e cada vez mais presentes no mercado de trabalho e à frente de pequenos negócios, as mulheres ainda convivem com obstáculos que limitam a própria independência financeira. A falta de crédito para quem empreende divide espaço com problemas mais cotidianos, como a dificuldade de encontrar uma creche ou de continuar os estudos sem ter com quem deixar os filhos.

Para a candidata a deputada federal Eliana Castro (PSB), enfrentar essas barreiras passa por uma política de autonomia econômica que considere as diferentes realidades das mulheres. A proposta reúne acesso ao crédito e serviços especializados para empreendedoras, ampliação da oferta de creches e espaços de apoio para mães em universidades, faculdades e instituições de ensino.

A defesa dessa agenda também vem da experiência de Eliana à frente da Diretoria Técnica do Sebrae Tocantins, entre 2019 e 2022. No período, ela participou de ações de incentivo ao empreendedorismo feminino que aproximaram mulheres de capacitação, formalização, orientação empresarial e acesso ao crédito. Iniciativas como o Brasil Pra Elas e o Força Mulher, este último desenvolvido durante a pandemia, buscaram oferecer caminhos para geração de renda e fortalecimento de pequenos negócios liderados por mulheres.

Foi nessa atuação, segundo Eliana, que muitas das dificuldades enfrentadas pelas empreendedoras apareceram para além da gestão de uma empresa. Em muitos casos, o crescimento profissional esbarrava na rotina doméstica, na maternidade e na falta de uma rede que permitisse à mulher permanecer no trabalho ou nos estudos.

“Não podemos falar em autonomia econômica sem olhar para a vida dessas mulheres. Muitas querem trabalhar, estudar ou abrir o próprio negócio, mas precisam escolher entre uma oportunidade e o cuidado com os filhos. O poder público precisa criar condições para que elas não tenham de fazer essa escolha”, afirma.

Eliana considera que ampliar a independência financeira feminina também produz efeitos sobre a economia. Uma mulher que consegue manter seu negócio pode ampliar a renda da família, contratar funcionários e movimentar outros pequenos negócios. A renda própria, por outro lado, aumenta sua capacidade de tomar decisões sobre a própria vida. 

“Quando uma mulher tem renda e condições para construir o próprio caminho, ela ganha liberdade de escolha. E quando seu negócio cresce, esse resultado chega à família, gera oportunidades e movimenta a economia”, enfatiza. 

As mulheres também formam a maior parcela do eleitorado tocantinense. Nas eleições de 2026, são 601.991 eleitoras, o equivalente a 50,92% dos 1.182.307 eleitores do Estado. A diferença para os homens passa de 21 mil votos.

Essa maioria se repete nos principais colégios eleitorais. Palmas tem 116.420 eleitoras, cerca de 53% do total. Em Araguaína, são 67.449, ou 54%; Gurupi reúne 32.888, também 54%; e Porto Nacional soma 24.613 mulheres, aproximadamente 52%.

Ainda na visão de Eliana, o tamanho dessa participação precisa aparecer também nas prioridades do poder público. “Somos maioria entre quem escolhe os representantes do Tocantins, mas ainda convivemos com problemas que dificultam coisas básicas, como trabalhar, estudar e ter renda própria. Quero levar essa realidade para a Câmara dos Deputados e trabalhar por políticas que deem às mulheres condições concretas de construir sua independência”, acredita.